depósito amargo de esperanças livres
Ele sempre corria em círculos abertos. Passou correndo pela floricultura, pois ela estava quase fechando e ele estava atrasado. Comprou meia dúzia de margaridas, mas ele sabia que ela detestava margaridas. Correu olhando para o relógio de pulso, tinha que ser naquele dia. Não podia ser ontem, não podia ser amanhã. Estacionou o carro de qualquer modo e entrou correndo no cemitério, apenas alguns instantes antes do coveiro local, o único, fechar os portões. Caminhou entre os túmulos e encontrou o dela. Se abaixou depositando carinhosamente meia dúzia de margaridas que havia acabado de comprar. Se levantou e saiu devagar. Virou de costas e contemplou aquele túmulo frio. Ele sabia que ela não merecia tanto assim.
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